Como testar material

Todo comediante é um pouco masoquista. Bem, talvez masoquista não seja o termo que procuro. Um humorista não necessariamente deve gostar do sofrimento, mas aprender a lidar com ele a cada minuto em que está no palco. Já ouviu falar que todo atleta de alto rendimento tem de conviver com dores? Então é isso. Um comediante é um atleta de alto rendimento. Eu sou um atleta de alto rendimento. Nos vemos nas Olimpíadas.

Não pensem vocês que esse papo de lidar com sofrimento ou dor tem a ver com depressão, melancolia, ou tristeza (tem também). A angústia a qual me refiro é no trato comediante-plateia. Jerry Seinfeld disse uma vez (provavelmente mais de uma. Meu palpite é 34 vezes) que ninguém é mais julgado, na sociedade civilizada, que um comediante stand-up. E isso é a mais pura verdade. A cada piada que um humorista conta, um julgamento ocorre. Se a plateia ri, o coitado é absolvido. Se o silêncio imperar, ele é condenado. E tal corte marcial do chiste tem seus lados bom e ruim.

A parte ruim é, lógico, a pressão de ser avaliado a cada piada contada. Ter a obrigação de fazer um monte de estranhos rirem após uma historinha que dura 15 ou 20 segundos é, analisando friamente, insano. Isso sem contar o fato de que essa experiência deve ser repetida dezenas e dezenas de vezes em uma apresentação de 10 minutos.

O lado bom, é que cada piada significa uma chance de recomeçar. Você foi condenado após uma piada ruim? Terá a oportunidade de ser absolvido na próxima. Toda piada é um julgamento em separado. Mas isso também, olha só, tem um lado ruim. A parte chata é que, se você contar uma piada muito boa, digna de aplausos e gritinhos, a próxima tem que ser boa também. Essa piada magnífica não serve de nada se as duas seguintes não funcionarem. Você foi absolvido após uma piada boa? Existe a chance de ser condenado na próxima. Toda piada é um julgamento em separado.

E, se todo esse processo parece assustador, mesmo utilizando um material “garantido”, imagine só o caos interno que enfrenta um comediante quando vai testar piadas novas. E esse, senhoras e senhores, é o tema de hoje.

Escrever e apresentar um novo material é parte constante e também muito importante na vida de qualquer humorista, e cada um procede de um jeito na hora de testar piadocas novas. Alguns estreiam uma piada de cada vez, a fim de montar um set completo ao final de um determinado período. Outros experimentam trechos maiores, de dois, três ou quatro minutos, e há também aqueles que tentam entradas inteiras inéditas, de 10 ou 15 minutos. Na minha ótica, todas essas maneiras de testar piadas têm seus prós e contras, cada comediante segue a que lhe deixa mais confortável. Mas, certamente, há métodos mais seguros que outros.

Testar piadas individualmente, uma a uma, é a maneira mais segura e demorada para conseguir material novo, talvez a mais indicada para open mics. Experimentar bits, de três ou quatro minutos sobre um mesmo tema, creio ser o mais normal entre os humoristas. E, por fim, fazer entradas inteiras novas é o método mais arriscado de criar texto e, que eu saiba, é o menos utilizado atualmente. Particularmente, usei essa ferramenta apenas uma vez e foi bastante ruim. Mas acho que a tentativa valeu a pena e, por que não, possa ser utilizada novamente.

Abrir uma apresentação com piadas novas não é uma boa ideia. Não vou dizer que você nunca deva utilizar piadas estreantes na abertura, porque acredito que o stand-up também deve ser um espaço para experimentação e, caso você sinta-se confiante para tal, é sua conta que está em risco. Mas creio que não há nenhuma vantagem em se abrir com material novo, além de ser uma prática recheada de perigos. A abertura é um dos momentos mais importantes de sua apresentação, e um início capenga vai interferir no bom andamento do show. O problema de abrir com piadas novas é que não se sabe como elas farão o público reagir. E impossível definir qual o nível de risadas que uma piada ou material novo pode alcançar. Claro, sabe-se que alguns temas são mais fáceis de se obter riso, como os velhos “corinthiano(ou quem mora longe)-ladrão”, “são-paulino(ou gaúcho)-gay”, “Preta Gil(Péricles ou Arlindo Cruz)-gorda”, além de estereótipos em geral. Se você está pensando em fazer piadas com essas lógicas diante de uma plateia, faça um favor para todos e nem saia de casa. O mundo não precisa de mais piadas como essas.

E, além da imprevisibilidade do material novo, outro obstáculo que o comediante enfrenta ao abrir com piadas novas é o seu próprio nervosismo. Já há uma tensão normal que envolve o começo da apresentação, assim como há ansiedade quando se testa algo novo. Juntar as duas não me parece inteligente. “Mas Pedro, então qual o momento certo para que eu insira minhas piadas novas”? O melhor é colocar as piadas novas entre duas que funcionem bem. Essa é uma recomendação clássica do stand-up. Dessa maneira, se impede que o rimo do show caia caso o material novo não funcione. Mas acho que vale a pena aprofundar um pouquinho nesse tópico e falar sobre a organização do material dentro de um set. Em 10 ou 15 minutos de apresentação, há tempo de se fazer uma abertura bem caprichada, de três ou quatro minutos, para aí sim introduzir as coisas novas. Digamos que o material estreante tenha três minutos. Ao término dele, serão sete minutos de apresentação, o que deixa tempo suficiente para realizar um bom final e fechar em alta. Eu, particularmente, não gosto de colocar um material novo exatamente no meio da apresentação. Procuro encaixá-lo entre o início e o meio, ou da metade para o final, dependendo da plateia. Diante de um público mais fácil, em que a abertura do show foi o suficiente para fazer com que eles se soltassem, coloco o texto novo antes da metade do show. Já confrontando plateias mais difíceis, que não riem tanto, deixo as piadas novas para a segunda metade da apresentação, deixando mais tempo para preparar o terreno com um material “garantido”. Prefiro esses métodos pois me incomoda que o miolo da apresentação seja o seu ponto fraco. Não sei exatamente o motivo, mas isso me dá uma sensação ruim. Mas, como disse antes, cada comediante tem sua maneira de proceder, não há certo ou errado.

Mas, e no caso de nossos pequenos open mics, como eles testarão piadas novas em seus preciosos 5 minutos? Antes de falar sobre isso, quero aqui ressaltar outra recomendação do stand-up que, apesar de clássica hoje, não tive acesso na minha época de iniciante: mais importante que ficar fazendo piadas novas todo show, é o open mic conseguir construir um set de cinco minutos muito bons, que funcionem em praticamente qualquer situação. Claro que, para chegar a isso, é importante a experimentação de material. Mas, nessa fase da carreira, é necessária uma cautela maior. Quando eu comecei, me preocupava em renovar o texto toda hora, sendo que o antigo nem estava bom ainda, e isso atrasou um pouco a minha evolução.

Como todo open mic tem, no máximo, cinco minutos para ficar no palco, testar um bloco de piadas de três minutos, por exemplo, me parece arriscado. Creio que a melhor tática é usar o conta-gotas, como disse lá no começo do post. Trabalhar 1 minuto por vez me parece um número ideal. “Poxa, mas um minuto é muito pouco”. Um minuto é tempo suficiente para testar três, quatro, quem sabe cinco piadas, o que é bastante coisa. E, lembre-se: 1 minuto corresponde a 20% do tempo da sua apresentação. Não é pouco. Quando esse minuto estiver nivelado com o restante do material (que eu suponho ser um nível bom, que arranque risadas de um certo volume frequentemente), você vai para outro minuto. Lapidando e deixando esse novo minuto na mesma condição dos demais, parte para um novo.

Essa é uma maneira muito segura de renovar o seu material sem deixar de fazer boas apresentações, além do fato de que trabalhar e deixar no ponto 1 minuto de piadas é muito mais fácil que três ou cinco minutos. Eu garanto que, se você for um bom open mic e trabalhar duro, no final de um ano você terá 12 ou 15 minutos bons de texto, o que pode (possibilidade, não garantia) te levar a se apresentar como canja ou convidado em alguns shows ou, no mínimo, significa que você terá três sets diferentes, do mesmo nível, para apresentar como open mic.

Há um tempo eu fiz uma sessão aqui no blog chamada “Testando Piadas“, onde eu mostrava como era a minha construção de um texto novo. Clique aqui para ver esses posts e, quem sabe, eu volte com essa sessão tão legal.

Deixe seu comentário aqui ou no facebook, divulgue para os amigos, compartilhe o link e, principalmente, dê sugestões para posts futuros. Sobre o que você quer ler aqui n’O Nascimento de uma Piada?

Anúncios

Queria ser Kuririn

Você, comediante ou aspirante, já teve aquela noite em que deu tudo errado em cima do palco? Nenhuma piada funciona direito, o que começa a deixar a plateia meio dispersa. Você já contou suas melhores piadas e conquistou apenas risos tímidos. Já não sabe mais o que fazer para ganhar a atenção do público. Olha, estou suando frio só de imaginar esse cenário.

Acontece que apresentações tenebrosas, como a descrita acima, são parte da vida de um humorista. Mesmo os melhores, um dia ou outro, enfrentam noites de pesadelos. A grande questão é como cada comediante reage diante de dificuldades como essa.

Alguns ficam seriamente abatidos, mesmo sabendo que vão passar por algumas dessas enrascadas ao longo da carreira, outros não se importam e seguem como se nada tivesse acontecido. Eu, em particular, faço parte do primeiro grupo, pelo menos na noite do ocorrido. Bastante chateado, fico remoendo o sabor de bosta daquele show até chegar em casa e dormir. Mas, no dia seguinte, já sou membro integrante do segundo time. Penso: “Aconteceu, ok, não adianta ficar chorando, vamos melhorar pra próxima”. Sinceramente, essa mistura de sentimentos me parece saudável. Ficar abalado por dias e dias pode minar sua confiança e fazer com que um show ruim se transforme em outros péssimos. É aquela velha história de se enterrar em um buraco cada vez mais fundo. Assim como, se mostrar insensível diante de uma ou mais apresentações malfeitas, pode deixar o humorista “cego”. Ter uma sequência de shows tenebrosos e não ligar o sinal de alerta, achando que uma hora a má fase passa, é preocupante. Se você não fizer nada diferente, nunca nada vai mudar.

No meu ponto de vista, shows ruins são tão importantes quanto os bons, desde que você saiba (e queira) aprender o que eles estão dispostos a ensinar. Apresentações excelentes são ótimas para levantar o moral (sim, é bom para o moral), mas uma ruim ou outra serve para tirar o humorista do mundo do faz de conta e jogá-lo novamente na vida real.

Vou contar-lhes uma bela história que aconteceu com um amigo meu. E, quando eu digo “amigo”, quero dizer que ocorreu comigo mesmo. Há uns quatro ou cinco anos atrás, eu estava em uma maré de shows deslumbrantes. Só apresentações incríveis, apenas performances que arrancavam enormes gargalhadas (pelo menos era assim que eu enxergava a situação na época). Eu estava me sentindo o maioral. Ninguém ganhava de mim. Pode vir qualquer plateia em qualquer lugar que eu destruo. Sou o rei da porra toda. Em uma noite de terça-feira, estava eu a caminho de um show, num bar em que eu nunca havia me apresentado e estava há tempos tentando convencer a produção do local a me levar para fazer lá. Durante o trajeto até o lugar, me peguei justamente com esses pensamentos acima. “Sou muito bom. Não tem ninguém melhor que eu”. O show seria com outros dois comediantes. Um abriria, eu entraria em seguida para, aí sim, o último fechar o show. O primeiro comediante subiu no palco e foi um arregaço gigantesco. O cara arrebentou. Como diria Valeska Popozuda, “só tiro, porrada e bomba”. Imediatamente, pensei: “Hoje vai ser épico. Plateia está uma mãe, é só mandar ver e correr para o abraço”. Quando ele terminou, quase ovacionado, fui chamado ao palco. Primeira piada, a de abertura, que sempre explodia: risada fraca. As seguintes, nem isso. Uma risadinha mais forte uns minutos depois e não me lembro de mais nada. Como se minha memória quisesse me poupar do sofrimento. Só recordo que foi um fiasco. Enorme. Quando anunciei o último humorista da noite, meu derradeiro suspiro de esperança se calou. O sujeito arrebentou também, umas risadas impressionantes, daquelas que se misturam com gritos e pequenas palmas. Eu era uma fraude. Subir no palco ao final do show para dar os últimos recados foi doloroso. Eu não queria mais estar ali. Meu desejo era sumir na fumaça ninja. Me esconder em uma caverna no Nepal e me converter ao budismo. Queria ser Kuririn. Fiquei praguejando contra mim mesmo o resto da noite. Me amaldiçoando. Fora abatido como um cavalo que quebra a perna. Aquela conduta deveria ser sacrificada. Como eu poderia me achar um grande humorista depois de uma noite daquelas? Demorei quase um mês para voltar a fazer um bom show. Levei bomba nas apresentações seguintes. E, relembrando essa noite, confesso, me dói um pouquinho. Não recordo com tristeza. Sinto sim, de leve, a agonia passada naquela terça-feira mas, hoje, relembro daquela ocasião como um dos momentos mais importantes da minha carreira. Naquela noite de setembro, a plateia me deu o que eu precisava, não o que eu queria.

O que eu aprendi depois desse direto-no-queixo do destino? Que, em primeiro lugar, você provavelmente não é tão bom quanto pensa. Em segundo lugar, shows bons e ruins acontecem e é mais importante saber tirar proveito deles do que apenas chorar ou se vangloriar. Terceiro, que as apresentações terríveis são aquelas que mais ensinam a gente, e nos preparam para as dificuldades que virão. E, por fim, que sempre terá o próximo show. Cada apresentação é uma oportunidade para o comediante melhorar ou piorar. Aí, só depende de você.

Abre-fecha

Uma dúvida é constante na cabeça de comediantes, novos ou experientes: qual é a melhor piada para abrir? E qual a ideal para encerrar uma apresentação? Existem muitas teorias sobre a escolha mais apropriada. Alguns dizem que o humorista deve abrir o show com sua melhor piada e fechar com a segunda melhor. Outros afirmam que deve-se começar com a segunda melhor, deixando a melhor para o encerramento. Acredito que, por si só, nenhuma das alternativas se sustentam.

Antes de escolher a piada que abre ou fecha uma apresentação simplesmente pela força dela, o comediante deve analisar qual o estilo dessas piadas, o tema que elas abordam e a situação do show. Você estará se apresentando sozinho ou com vários comediantes? Quanto tempo você tem para se apresentar? Em que momento do show você subirá ao palco? Tudo isso deve ser levado em conta.

Particularmente, não acho que piadas muito longas ou com uma temática sexual acentuada sejam boas escolhas para abrir um show, por mais engraçadas que elas sejam. Usar uma piada que leva quase dois minutos para obter uma grande risada, logo no início de uma apresentação de 10 minutos, me parece arriscado. Creio que, no início do seu set, a melhor opção seja utilizar piadas curtas, para ganhar ritmo e embalar a plateia. Isso garante que o público esteja solto já no começo da apresentação, o que facilita o bom andamento do show. Agora, se tratando de um show solo, não vejo maiores problemas em abrir com uma piada um pouco mais longa, já que o comediante terá um tempo maior para imprimir um ritmo adequado ao show, tendo em vista que ele terá mais 60 minutos de espetáculo para tal.

“Mas, já que não posso abrir com aquela minha fabulosa piada sobre os vários tipos de pênis que existem, com o que devo começar”? Em primeiro lugar, não existe isso de “não pode abrir com tal material”. Você é livre para falar sobre o que quiser, no momento que quiser e, sim, ser criticado por isso. Apenas lembre-se que aquelas pessoas, muito provavelmente, não te conhecem e/ou estão vendo você pela primeira ou segunda vez. Imagine você conhecer uma pessoa e suas palavras iniciais para ela serem sobre o quão seu pênis é torto para tal lado. Muito, muito estranho. Creio que aqui, aquela velha máxima de comentar sobre algo evidente em você funciona bem. Se você é um gordo suado, quatro olhos, japa, negão, bicha, pobre ou feio como um rato, falar sobre isso é uma boa maneira de começar o show.

Agora vamos ao final. Como fazer um bom encerramento? Qual piada é a mais apropriada para fechar? Aqui sim, são melhor aceitas as piadas que “refutei” ali em cima. Sexo, palavrões ou piadas longas são melhor apreciadas pelo público no final de uma apresentação. Por quê? Bem, porque no encerramento, o comediante já estabeleceu uma relação com a plateia, eles já se “conhecem”, portanto é permitida uma maior intimidade. “É importante ter piadas fortes no começo para imprimir um ritmo ao show e trazer a plateia para o lado do humorista, ok. Mas, porque é importante fechar com uma grande piada? Afinal, eu já fiz um bom show, não preciso mais provar que sou engraçado”. Da mesma maneira que todos já sabem que você é muito engraçado, eles esperam que você seja ainda mais hilário no final. Quando você está comendo um bolo, a melhor parte não é deixada para o final? Voilà. A expressão “grand finale” não existe à toa.

Encontrar boas piadas de abertura e encerramento não é tarefa fácil para nenhum comediante. Mais difícil ainda é não apegar-se às mesmas a vida inteira. Muitos humoristas passam anos abrindo e fechando seus shows com as mesmas piadas. Já fui vítima desse comodismo, confesso. Um bom humorista não deve ter a piada de abertura e a piada de encerramento, e sim várias que podem ser usadas em diferentes posições em um set list, sem influenciar no resultado final da apresentação. No documentário “I am comic”, Louis CK diz algo que exprime exatamente isso. Nosso careca-ruivo preferido conta que, quando estava construindo o material para seu primeiro especial, ele tinha 40 minutos bons, seguidos de 20 horríveis. Porém, ele não se importava com isso, pois seus cinco minutos finais eram excelentes e, assim, ele conseguia terminar o show em alta. Um belo dia, ele começou a abrir o show com a piada de encerramento e, assim, teria de achar uma nova maneira de fechar bem a apresentação. Então, quando conseguiu escrever uma piada de encerramento tão boa quanto a anterior, ele a jogou novamente para o início e seguiu fazendo isso até eliminar os 20 minutos fedorentos. E, tem algo que ele disse que faz muito, mas muito sentido: “Aqueles 20 minutos não poderiam ser fortes porque eu não precisava que eles fossem”. Isso é uma magistral lição. Um comediante nunca deve se acomodar, deve estar sempre desafiando a si mesmo e, consequentemente, melhorando. E, para que isso aconteça, é necessário correr alguns riscos. Se Louie não tivesse corrido o risco de tirar sua piada de encerramento do final, expondo assim as fraquezas de seu material, ele jamais teria escrito outras ótimas piadas para seu especial.

Você, comediante, open mic, tanto faz, comece a fazer pequenas experiências com seu material, com o propósito de descobrir suas falhas e melhorá-lo. Se existe uma piada com a qual você sempre abre e outra, eternamente utilizada para fechar, tente fazer alguns shows sem uma delas. Procure escrever uma nova piada de abertura, uma outra que possa ser tão forte quanto a de encerramento. Isso pode levar algum tempo, custar-lhe alguns shows ruins, mas se esse é o preço a ser pago para melhorar, eu pago com o maior prazer do mundo.

Este blog é um espaço para o debate sobre comédia. Então, se você concorda, discorda, acha necessário acrescentar alguma coisa em tudo o que foi escrito, tem alguma dúvida ou sugestão para um tema futuro, por favor, deixe seu comentário abaixo, ou então no facebook ou twitter. Caso queira mandar-me uma ameaça mais intimista, pode também enviar um email para pedropontolemos@gmail.com. Se possível, divulgue para seus amigos, familiares ou animais que também gostam de humor e se interessam em discutir o tema. Apenas debatendo é que vamos fazer nossa amada comédia crescer cada vez mais no Brasil.

Até semana que vem.