Testando Piadas #1 – Peixes (Parte 1)

Depois de se escrever uma piada, o que o comediante deve fazer?
a) testá-la no palco.
b) deixá-la jogada no fundo da gaveta.
c) comer um pastel para comemorar o feito.

A resposta correta é a alternativa A. E um pouco da C também. Mas principalmente a A.

Escrever uma piada (ou uma sequência delas) é só o início do trabalho de um humorista. No momento em que ele maquina e coloca o chiste no papel, ele não sabe  se aquilo é engraçado. O máximo que se tem é uma intuição, e isso é tudo o que se precisa pra levar essa piada para o palco. A confirmação sobre o sucesso ou fracasso do material novo só pode ser dada diante da plateia. Acho que foi o comediante Patrice O’Neal que disse: “A piada boa e a piada ruim vem do mesmo lugar”.

Semana passada, assisti em um jornal local matinal sensacional uma reportagem sobre aquários. Depois disso, se sucedeu uma entrevista ao vivo, no estúdio, com um especialista em aquários. Durante uns 10 minutos. Foi uma entrevista longa demais. Demais. E isso me fez escrever algumas piadas, não sobre aquários, mas sobre peixes. “Por que alguém teria um peixe como animal de estimação? O peixe é o único bicho que você tem que ninguém fica triste quando ele morre”. Essa foi a primeira coisa que pensei. Depois de sentar e escrever algumas piadas sobre o tema, o que eu fiz? Alternativa A. E um pouco da C também. Mas principalmente a A.

Fui fazer um show com meu grande parça Diego Castro (em breve entrevista com ele aqui também) no belíssimo Cine Teatro Opera, em Ponta Grossa. Lá ocorreu algo que é muito bom quando se está testando piadas novas: a oportunidade de fazer duas sessões em uma noite só. Mas isso é assunto para outro post.

Enfim, testei as piadas que havia escrito sobre os peixes. E gravei para vocês. Podem conferir o resultado da primeira sessão aqui:

Obs1: Eu não falei “pombo” à toa ali. Tinha feito algumas piadas sobre pombo antes e aquilo ficou na cabeça. Acontece.
Obs2: Depois da piada do sushi, nada daquilo estava escrito. Isso é comum também, quando o comediante desenvolve o texto no palco, improvisando. Quando funciona, isso vira material para ser utilizado posteriormente.
Obs3: O áudio é cortado de uma maneira ridícula porque eu ainda estou aprendendo a mexer no editor. Me desculpem.

E o da segunda sessão aqui:

Obs1: O corte desse audio está melhor. Já aprendi a mexer no editor.

As reações não foram grande coisa? Não. Mas foi o suficiente para ter uma ideia do que funciona ou do que deve ser alterado ou descartado. O que fazer agora? Arrumar as piadas que não tiveram o resultado esperado e escrever algumas outras piadas sobre o tema, além de manter o que funcionou. Para aí testar novamente. Quando isso acontecer, posto aqui.

 

 

Leia esse texto escrito pelo Alexandre Nix do Overcast e fique desgraçado da cabeça ao saber que peixes não existem.

Anúncios

Um comentário sobre “Testando Piadas #1 – Peixes (Parte 1)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s